
Durante a nossa infância todos nos ensinam sobre contos de fadas e as belas histórias infantis, porém ao crescermos tudo vai sendo desmentido e nos apresentem a realidade cruel e sem graça deste mundo estranho em que vivemos. Pensando nisso decidi voltar a ser criança, aliás não é este um mandamento que nos é dado? Como podemos acreditar mais na "relidade" irreal (de que só existe o que nossos olhos podem ver) e ao mesmo tempo querer que as pessoas a nossa voltam tenham fé, que é pela Bíblia, definida como acreditar em algo que não se vê?
Vivemos em um mundo encantado sim, porém nos tornamos racionais de mais para acreditar nele. Ficção significa algo falso, logo julgamos que se é falso, e não verdadeiro, como mentira e se mentira como pecado. Todas as belas histórias se tornam então pecados e as crianças já não são mais crianças, pelo contrário, insistimos em querer que elas também acreditem em um tal cara de barba branca que construiu um barquinho e colocou todos os animais lá dentro para salvá-los da morte eminente!?
Vivemos em um mundo encantado, o problema é que somos sérios de mais para crêr no próprio Deus milagroso ao qual dizemos acreditar... A Bíblia é o mais fantástico conto de histórias reais que existe. Tem anjos gardiões, princesas e rainhas,batalhas sangrentas, amores intensos, arrependimento, perdão , cavalos, homens gigantes ,heróis tolos e inteligentes, espada, choro, cura, morte que trás vida, um Deus que vira homem, traições, sinceras amizades.. As mais belas história, e o melhor é que o encanto desses poderes revelados não terminão a meia noite. Uma vez transformadas em princesas assim seremos.
Um Deus poderoso e guerreiro,que tem guardiões para os que ele amam em todos os lugares e horas, que se diverte, mas chora muito mais do que nós mesmos somos capazes de chorar pelas nossas próprias tristezas, que ri quando sorrimos, que fica com o coração apertadinho quando estamos prestes a decidir algo mas não o consultamos. Um Deus que pinta uma realidade colorida.. um Deus que nos espera... um Deus que nos ama!!! Assim que tenho visto o meu Deus e é assim que acredito que Ele é, e não aquele carrasco que aprendemos a ter medo durante a nossa infância pela tirania dos nossos pais, ou até mesmo pela falta de conhecimento deles.
Durante a minha vida toda vi muitos céticos criticarem os cristãos por que eles tem Deus como uma fulga para seus problemas e até mesmo para suas incapacidades, porém não acho errado a busca de Deus por fulga. Por exemplo.. um preso mesmo estando na prisão, o que ele mais quer é se ver livre dela, ele lembra de sua casa, sua família e guarda suas forças na esperança do dia em que vai sair dali, não seria isso uma fulga através de seus pensamentos e recordações? Não o acho estranho por desejar se ver longe da cadeia. E a salvação... não é uma fulga deste mundo cruel e deformado pelo pecado?
Estamos todos fugindo de alguma coisa, a questão não é DO QUE estamos fujindo e sim PARA AONDE estamos fugindo. Eu fujo dos meus problema todos os dias para os braços do meu Pai, depois do assalto que sofri no último sábado, por exemplo, fui para meu quarto e orei e isso me deixou tão tranquila que já sabia que iria dar tudo certo... não sabia como, mas era como se visse uma muitidão de anjos saindo dos seu lugares ao encontro daquele assaltante, uma princesa no seu castelo chorando no colo do Rei poderoso e amoroso que sem exitar colocou toda a guarda real para trazer de volta a alegria da sua pequena. Um rei que acariciou os belos cabelos daquela jovenzinha trêmula até que ela se sentisse confortavelmente segura e pegasse no sono, um Rei que decretou que nenhum soldado voltasse daquela batalha sem achar a alegria de sua menina e a devolvesse. E em poucas horas Ele a acorda com uma voz doce sussurando ao seu ouvido que o que ela havia perdido Ele recuperara.
Não quero um Deus lógico... e sei que ele não é assim, lógico. O Deus em que acredito me ama... e que lógica há nisso? Não presto para nada, mas Ele me instrue e me diz que posso todas as coisas nEle!
Esse é o meu Pai, um cara fantástico.
Evelyn Pinheiro
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