Chega mais um culto de domingo. O ministro sobe e o louvor começa. Na terceira música me pego pensando no meu dia, na minha semana... Espera aí.! Não é hora pra isso.!
Então olho ao meu redor. As pessoas estão mexendo no celular ou conversando. Não.! Vou focar no altar. Mais uma decepção... Músicos e dançarinos procurando por um espaço no "palco".
Acaba o louvor... alívio.! Sobe o pregador e começa o sermão. AUTOpurificação; AUTOsantificação; AUTOredenção... onde está Deus.?!
Acaba o culto e todos ficam fora da igreja conversando, eu não. Não que me achasse melhor que eles, simplesmente não estava no clima. Nesse dia fui andando pra casa.
Faltando três quarteirões paro pra lanchar e o vejo na calçada. Com seus dezessete anos, no máximo, eles estava sentado contando o trocado que tinha conseguido no sinal naquele dia. O chamei pra comer um lanche.
Sem trocar uma palavra nós lanchamos e na despedida ele me disse: "Deus te abençoe". Foi então que tive minha pergunta respondida...
Vai onde não há amor, e ama!
Vai onde há a dor, e alegra!
Vai onde não há esperança!"






